SindMédico Entrevista: Rodolpho Alves dos Reis

A complexidade da cirurgia vascular chamou a atenção do dr. e  foi amor à primeira vista


O que o levou a escolher a cirurgia vascular?

Dr: Eu sempre quis ser cirurgião, mas não sabia em qual área da cirurgia eu poderia seguir. Durante a residência em cirurgia geral, em 2002/2003, eu optei pela cirurgia vascular. Eu sou um cara muito movido por desafios.  E eu considero que um cirurgião vascular precisa dominar várias técnicas e a anatomia do paciente.  Por isso, o especialista precisa estudar para se desenvolver sempre. Considero que essa foi a área que mais me desafiou e já são 14 anos como cirurgião vascular. 

 

Qual é a situação da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular Regional do Distrito Federal?

Dr: Hoje contamos com 115 sócios. De acordo com o CFM, temos registrados como cirurgiões vasculares 140 colegas no DF.  A situação da especialidade é bem dividida, tanto na parte pública, quanto na privada. Na parte privada, temos uma quantidade enorme de cirurgião vascular no mercado e esse número está em constante crescimento.

Já na parte pública, há um tempo não é realizado concurso público e contratação de cirurgião vascular. Nós temos várias regionais, mas o grande problema hoje da cirurgia vascular na rede pública é que a grande maioria dos profissionais está lotada no Instituto Hospital de Base.

Todo paciente de urgência e de trauma procura o Hospital de Base porque é o único que tem especialista de cirurgia vascular 24h. Vários hospitais regionais  como HRAN, HRT, Sobradinho, Gama têm colegas de cirurgia vascular, mas o quadro é muito reduzido e sem uma estrutura para que eles consigam dar um resultado efetivo no atendimento, principalmente na parte de urgência. Os profissionais não conseguem fazer, principalmente, a parte arterial, nessas regionais.

A gente tem uma ambiguidade na parte privada com muitos colegas e na parte pública temos um quadro mais reduzido. E a concentração só em um hospital dificulta um pouco o atendimento à população.

Apesar das dificuldades, existem avanços?

Dr: Na parte pública, hoje a gente consegue o tratamento de cateter e fistula com uma agilidade um pouco maior. E, também, implantamos o tratamento de varizes por espuma no ano passado. Desde então, já tratamos 312 pacientes.

O que esperar da área de cirurgia vascular?

Dr: As expectativas são ótimas, principalmente com o avanço da tecnologia. A gente tem obtido ótimos resultados com tratamentos bem menos invasivos para oferecer à população.

Tratamentos bem mais rápidos e com a recuperação bem melhor para esses pacientes. O avanço da tecnologia foi muito grande na cirurgia vascular. E a cirurgia vascular tem que estar bem conectada com a tecnologia para funcionar melhor para esses pacientes.

Como está o trabalho da sociedade?

Dr: Estou à frente da sociedade desde o ano passado, a gestão é de dois anos e a minha presidência termina no fim desse ano. A gente vem fazendo reuniões com grandes nomes da cirurgia vascular no Brasil e até internacionais também. Todo mês realizamos uma reunião científica. Ano passado tivemos o Simpósio de Flebologia do DF com pouco mais de 100 colegas de todo o país. Graças a gestão passada, traremos o Congresso Brasileiro de Cirurgia Vascular para Brasília, em 2021. E esse ano já estamos em desenvolvimento desse congresso para que em 2021 a gente possa ter todo o quadro de cirurgia vascular aqui em Brasília. Isso nos deixa muito motivados e em uma posição gratificante.

Na sua opinião, qual é o papel do SindMédico na sua especialidade?

Dr: O SindMédico vem sendo sempre atuante na gestão do Dr. Gutemberg. Sempre que temos alguma causa, principalmente, na parte pública eles vem nos ajudando, fazendo reuniões, educação continuada e isso é muito importante. Ano passado tivemos uma reunião com o presidente para montar um movimento de melhoria de honorários médicos na parte privada e ele foi bem solícito pedindo a primeira reunião e foi bem receptivo. O sindicato tem que nos auxiliar e ficar bem presente para que a gente possa, juntos, conseguir o que sempre procuramos: a melhoria no atendimento da população.

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