Operação Ceilândia: HRC é retrato do abandono da saúde na região

Dois dias depois da primeira vistoria, presidente e vice-presidente do SindMédico-DF voltaram ao HRC e caos continua na unidade. 

Na segunda visita da semana ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) na noite desta quinta-feira (25), o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, e o vice, Carlos Fernando, confirmaram a triste realidade da saúde pública do DF: nada é feito para solucionar antigos problemas. Chega a faltar até esparadrapo no hospital, cujo valor, em muitas farmácias, não ultrapassa R$ 2,00. 

"Antes, a gente falava o que estava faltando e compravam. De uns tempos para cá, nada é feito. É muito difícil trabalhar assim. É enxugar o gelo", desabafou uma servidora do HRC. 

Na visita anterior do SindMédico-DF ao hospital (http://bit.ly/2s3SqqE), dois dias antes, o presidente do SindMédico-DF e o vice ouviram de funcionários que alguns pacientes, a maioria grave, chegam a aguardar até três dias para serem medicados, isso por conta do déficit de médicos. Além disso, continuam faltando antibióticos e outros medicamentos. A falta de estrutura e até mesmo condições adequadas de internação também são evidentes. 

"Voltaremos aqui no HRC em uma terceira tentativa de ver se algo foi feito por parte da gestão. É absurdo tratar vidas humanas assim. Não há dignidade nos hospitais públicos do DF: tanto para pacientes quanto para profissionais", salientou o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho. 

O SindMédico-DF está de olho no Hospital Regional de Ceilândia! 

 

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