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SindMédico-DF e HRG fazem parceria

Doação de aparelhos de ar condicionado pelo Sindicato vai permitir que tomógrafo do hospital volte a funcionar.


O tomógrafo do Hospital Regional do Gama voltará a funcionar nos próximos dias, depois de um ano e meio fora de uso. O equipamento estava quebrado e foi consertado há dois meses, mas não podia voltar a funcionar porque precisa operar em temperatura controlada, mas os aparelhos de ar condicionado também estavam quebrados.
Nesta segunda-feira, o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Gutemberg Fialho, entregou dois aparelhos, que custaram ao sindicato cerca de R$ 7 mil e vão permitir que o hospital volte a fazer os exames. Milhares de pacientes que tinham de procurar outros hospitais ou ser removidos para fazer o exame serão beneficiados.
Segundo a equipe da direção do HRG, voltando a funcionar, o tomógrafo vai ajudar a dar vazão a uma fila de espera de 17 mil exames, entre emergenciais e ambulatoriais. “Ter condições de oferecer o serviço traz tranquilidade à equipe e resolutividade para a população. A postura do Sindicato dos Médicos mostra maturidade no sentido de estar sensível à necessidade da população”, afirmou o diretor do Hospital, José Roberto de Deus Macedo.
Segundo Gutemberg Fialho, com essa ação o Sindicato reafirma uma atuação que não se restringe à defesa dos médicos enquanto trabalhadores. “Denunciamos constantemente as deficiências do sistema público de saúde e, sempre que possível, como agora, contribuímos, dentro das limitações institucionais e financeiras que temos, para a melhora da assistência à população”, afirmou.
A necessidade dos aparelhos de ar condicionado chegou ao SindMédico-DF e à Defensoria Pública do DF, em fevereiro, quando as duas entidades buscavam ajudar a equacionar os problemas referentes aos partos realizados no HRG e no Hospital Regional de Santa Maria. Tanto Gutemberg, quanto o defensor Celestino Chupel, do Núcleo de Saúde da Defensoria se prontificaram a ajudar. Recolocar o tomógrafo em funcionamento significa, não só uma melhor prestação de assistência, mas a salvação de vidas.
Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), em outubro de 2016, o servidor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Arnaldo Teixeira dos Santos, de 53 nos, deu entrada no Hospital Regional do Gama (HG), onde foi pedida uma tomografia. Como aparelho do hospital quebrado, o pedido entrou no sistema de regulação para que o exame fosse realizado no Hospital de Base do DF. Sem médico disponível para seguir com o paciente, a família arcou com o custo de ambulância e exame particulares. Quatro dias depois, Arnaldo morreu no Hospital de Base. Se o exame tivesse sido feito dias antes ele poderia ter sobrevivido. (Veja a história completa no Portal Metrópoles http://bit.ly/2eebbBA.)

Memória:

Em 2009, o Hospital Regional do Gama recebeu um tomógrafo adquirido pelo governo do Distrito Federal, a um custo anunciado de R$ 1,1 milhão. Também foi feita uma reforma no valor de R$ 390 mil para instalar o aparelho.

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