De 11 mamógrafos existentes na rede púbica de saúde do DF, apenas um, o do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), funciona. E funciona precariamente. De 130 mil exames que deviam ser feitos anualmente, o DF não pro-duz um décimo. A fila de espera por mamografias na unidade de saúde é de 9 mil pacientes.

O Dia do Médico não é sobre o que governantes e críticos façam ou falem sobre os profissionais da medicina, mas sobre o que eles realizam. Enquanto houver um paciente que se beneficie dos conhecimentos e do trabalho dos médicos, há motivo para celebrar.

Superação é um aspecto intrínseco da prática médica. Mesmo considerando as condições adversas de trabalho, maus governantes e maus gestores, que são transitórios o compromisso profissional permanece.

Parabéns a todos os profissionais da medicina que desempenham dignamente sua função, enfrentando e vencendo barreiras e desafios.

O calote foi consumado. Desta vez, com a desculpa de que “a frustração de receitas impediu a concessão dos reajustes” – sim, é o mesmo discurso de 2015. E a novela não para por aí. Não há qualquer previsão de quando o governador Rodrigo Rollemberg vai quitar a dívida com as 32 categorias de servidores do Distrito Federal.

O governador Rodrigo Rollemberg, mais uma vez, não teve coragem de encarar os líderes sindicais para assumir suas atitudes. O cargo lhe permite substituir a hombridade pela coletiva de imprensa. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, a postura do governador reafirma sua falta de compromisso com a população do Distrito Federal. “Ele não está dando nem o reajuste da inflação aos servidores públicos, que é constitucional e obrigatório. Está no texto da Constituição”, lembra o sindicalista, que critica também a perspectiva de aumento de impostos.

Arrocho salarial com aumento de impostos, para Gutemberg, mostra o quanto é atrasado o governo Rollemberg. “É a derrama dos dias atuais”, afirma Gutemberg, referindo-se às práticas de confisco adotadas pela Coroa Portuguesa contra os que não conseguiam pagar o “quinto” da produção de ouro em Minas Gerais, no período colonial.

Prestação de contas em PowerPoint

Na reunião para qual os representantes dos servidores, o governo Rollemberg demonstrou toda a sua competência administrativa: em uma apresentação de slides de PowerPoint, o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, fez uma demonstração das contas públicas. Mesmo com a competência revelada na confecção de gráficos e tabelas, os cofres públicos do DF deixaram de receber mais de R$ 800 milhões, revelou Fleury. A justificativa para a demora no anúncio do calote foi “a busca de saídas para solucionar o problema”.

Como os demais sindicatos, o SindMédico-DF reunirá os filiados para definir uma postura em relação ao governo, ações imediatas e futuras. A Assembleia Geral Extraordinária da categoria foi marcada para o dia 24, às 19h30.

O governo Rollemberg pressiona os servidores e a população como o Império Português oprimia os colonizados. A revolta iniciada na Inconfidência Mineira cresceu e culminou no movimento pela independência.

A Portaria número 231, de 07 de outubro de 2016, determina o cumprimento de parte da carga horária de médicos e demais profissionais de saúde lotados na atenção primária em unidades de pronto-socorro.

Para os médicos que se julguem desatualizados ou despreparados para atuar em emergências sem a devida atualização e adaptação ao serviço, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) disponibiliza modelo de requerimento a ser protocolado nas respectivas superintendências responsáveis pelas unidades de lotação original.

Uma cópia (com recibo) desse documento devidamente protocolado deve ser entregue ao Departamento Jurídico do Sindicato, para encaminhamento ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), ao Ministério Público do Trabalho e para a adoção das medidas judiciais que se fizerem necessárias.

O presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, se preocupa com a falta de um programa de atualização dos profissionais para atendimento nas emergências. "É mais uma medida atabalhoada do governo, que cria insegurança profissional para médicos e demais profissionais da saúde e que implica em risco para os pacientes", aponta. Também existe a probabilidade de que os pacientes que buscam atendimento dos centros de saúde passem a procurar nas emergências os médicos que já os atendem.

Clique para fazer o download do modelo de requerimento.

Dr. Gutemberg discute movimento de reivindicação com sindicalistas representantes de outras categorias do serviço público e fala sobre a Portaria 231 de 07 de outubro, que obriga médicos de centros de saúde a atenderem nos serviços de emergência.

O corregedor da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Rogério Batista Seixas, usou as palavras “o descumprimento de decisão judicial é um crime de responsabilidade”, afirmando estar ciente das representações feitas pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal contra o secretário Humberto Fonseca, e à titular da subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep) Jaqueline Carneiro Ribeiro, no caso dos descontos de gratificações dos salários em períodos de férias e licenças. Tanto a corregedoria quando a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) foram notificadas da situação.

Ele disse isso durante reunião, na quarta-feira (28), com o vice-presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Carlos Fernando, e o conselheiro José Leite Saraiva. “O GDF teima em ignorar um direito concedido aos médicos e insiste em descontar licenças e afastamentos”, queixou-se Carlos Fernando.

Sobre as condições inadequadas de trabalho que, muitas vezes, chegam a impedir a assistência à população, o corregedor solicitou que o SindMédico-DF faça um relatório circunstanciado. Segundo Seixas, as denúncias serão levadas adiante, a partir da interlocução com a chefia da Sugep.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, denunciou, no programa da TV SindMédico da noite da terça-feira (27), uma manobra do governo inserir na minuta da Resolução CSDF nº 465, que trata da organização da atenção primária de saúde do DF, dois submarinos para que o Conselho de Saúde do Distrito Federal desse carta branca à Secretaria de Saúde (SES-DF) para terceirizar a gestão pública da área por meio de Organizações Sociais (OSs).
“Foi uma verdadeira tentativa de fraude armada pela equipe do governo, com aval da presidência do Conselho, afrontando decisões expressas dos conselheiros distritais e da 9ª Conferência Distrital de Saúde”, apontou o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
O diretor-adjunto do SindMédico-DF, Tiago Neiva, junto de outros conselheiros que perceberam a manobra, impediram a votação da minuta proposta por um grupo de trabalho chefiado pelo Subsecretário de Gestão Participativa da SES-DF, Tiago Coelho.

Presidente da Câmara dos Deputados rejeita aval do TCU às OSs
No fim da tarde desse mesmo dia, o plenário da Câmara Legislativa retribuiu ao governador Rodrigo Rollemberg. A bancada do PT conseguiu aprovar emenda ao Projeto de Lei n° 1.271/2016, que altera a Lei de Diretrizes Orça-mentária (LDO) de 2017, que inclui os gastos com as OSs na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Na avaliação dos parlamentares, substituir mão de obra própria por terceiriza-dos é um gasto com dinheiro público e não se justifica diante da crise anunciada pelo governador Rodrigo Rollemberg.
O Jornal Valor Econômico publicou matéria na qual o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, critica a decisão do plenário do Tribunal de Contas da União sobre as despesas dos estados com Organizações Sociais. O Painel da Folha de São Paulo destacou, na segunda-feira (26), que Maia pretende entrar com embargo contra a decisão do Tribunal. “Em um cenário de quase insolvência dos Estados, o TCU contribui para o aprofundamento dessa crise”, disse Maia ao Valor Econômico.

Após visita em que ouviu queixas e apelos de médicos e de pacientes do Hospital Regional do Paranoá, na manhã desta segunda-feira (26), o presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, protocolou pedido de interdição ética ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e queixa no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O Governo do Distrito Federal (GDF) repete o mesmo enredo de 2015. O secretário adjunto de Relações Institucionais Igor Tokarski foi o emissário do GDF para anunciar uma reunião na qual o governador Rodrigo Rollemberg apresentaria às lideranças sindicais as contas do governo. A mera lembrança do processo atabalhoado e desrespeitoso estabelecido pelo governo na discussão com os servidores em 2015 levou os que ocupavam as galerias à vaia.

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