A história do movimento sindical é feita de lutas, divergências e debates. É um espaço onde opiniões se encontram, ideias se confrontam e, muitas vezes, visões distintas se chocam em busca de um mesmo objetivo: fortalecer a nossa profissão e defender a saúde pública e a privada. E é justamente essa pluralidade que mantém viva a essência de uma entidade representativa: a democracia. Agora, após a eleição, a união é o caminho
Nas eleições do SindMédico-DF, cada voto depositado — independentemente da chapa escolhida — foi a expressão legítima da confiança de um colega médico. Há médicos e médicas representados, unidos pelo compromisso com a profissão, com o SUS, com a medicina privada e com a sociedade. Cada voto dado, cada participação, foi um tijolo a mais na construção de um sindicato mais forte.
A democracia não se constrói apenas no resultado das urnas. Ela se sustenta no respeito ao processo, na obediência às regras que nos regem e na compreensão de que a participação é o caminho mais sólido para o fortalecimento da categoria. As normas que orientaram esta eleição não surgiram por acaso: foram aprovadas e consolidadas ao longo de décadas, fruto de assembleias e debates.
As disputas eleitorais são, por natureza, momentos intensos. Nelas, a emoção e a razão se encontram, e as diferenças ficam mais visíveis. Mas é justamente por isso que, passada a votação, é tempo de retomar o diálogo, reatar pontes e direcionar a energia que antes estava na disputa para aquilo que realmente importa: a defesa da dignidade médica, a valorização do trabalho, a proteção dos direitos conquistados e a melhoria das condições de saúde para toda a população do Distrito Federal.
A todos que participaram desse processo — aos que votaram na Chapa 1, aos que apoiaram outras propostas, aos que se engajaram ou acompanharam de longe —, deixo meu reconhecimento e gratidão. A democracia se faz mantendo vivo o espírito de representatividade.
Receber novamente a confiança da categoria é uma honra e, ao mesmo tempo, uma enorme responsabilidade. A vitória da Chapa 1 não é apenas um resultado numérico: é um compromisso renovado de servir com responsabilidade e dedicação. Nosso mandato é sustentado pelo voto, mas também pela escuta ativa.
Reafirmo aqui: o SindMédico-DF é de todos. É, acima de tudo, uma entidade que existe para trabalhar pelos médicos e exercer sua função social de melhorias para a saúde como um todo.
Seguiremos de portas abertas, firmes na missão de representar cada médico e médica deste Distrito Federal. Porque na luta democrática de um sindicato, não há vencidos: há representados.

