Coronavírus mata mais do que qualquer outra doença no DF

Coronavírus mata mais do que qualquer outra doença no Distrito Federal. Mortes em casa aumentam por causa do coronavírus.

Desde o início da pandemia até o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do dia 23 foram registradas 1.218 mortes decorrentes de infecção pelo novo coronavírus no Distrito Federal.

Em março deste ano, ainda no início da pandemia, foram registradas 13 mortes por coronavírus, no DF. Em junho, apenas três meses depois, o número de ocorrências cresceu cerca de 3.000%, somando um total de 513 mortes. Até o dia 23, o mês de julho acumulava 631 óbitos – uma variação menor do que a do período anterior, ainda assim, em curva ascendente.

Segundo o Portal de Transparência de Registro Civil, os registros de mortes por covid-19 no DF ultrapassam o número de mortes por outras doenças. Nesta fonte, os óbitos causados pelo novo coronavírus, somavam um total de 1.280, até o dia 23. Na sequência vinham os óbitos por pneumonia que somavam 761 caos no mesmo período. 

A despeito de se falar em uma estabilização na disseminação da pandemia, no geral, tivemos um aumento geral de óbitos entre maio e junho deste ano na ordem de 29,9%: foram 1.672 casos em junho contra 1.287 casos em maio. Na comparação do acumulado de janeiro a junho de 2020 com o mesmo período de 2019 o aumento foi de 6,81%, o que representa, em números absolutos, 463 mortes a mais este ano.

Pandemia do coronavírus aumenta número de mortes por causas naturais em casa.

Este ano, as mortes por causas naturais nos domicílios, tiveram um aumento de 37,8%, em relação ao ano passado. Até junho deste ano, os registros cartoriais de óbitos em ambiente residencial foram 459, contra 333 no mesmo período de 2019.  Durante todo o ano passado, um total de 702 pessoas morreram em casa, ainda segundo o Portal de Transparência de Registro Civil.

Ainda de acordo com esta fonte, até o momento, 30 mortes que ocorreram em casa, em 2020, foram em decorrência do novo coronavírus. 

O presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho, alerta que “pessoas portadoras de doenças crônicas não devem deixar de fazer o devido acompanhamento médico, para evitar o risco de ter um agravamento do seu estado de saúde ou até mesmo chegar ao óbito”.

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