Falta de médicos na emergência do HRG continua

Faltam médicos na emergência do HRG, depois de dois meses do pedido de interdição ética feito pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal. Dos treze contratos temporários de médicos realizados em agosto oito já foram suspensos. Os médicos pediram demissão por falta de condições de trabalho. O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, retornou à emergência do Hospital Regional do Gama (HRG) na manhã desta quarta-feira (20).

O atendimento continua prejudicado com plantões incompletos. Pacientes internados na emergência permanecem sem acompanhamento diário – deixam de ter atualização da medicação e até de ter alta hospitalar. A situação piora com falta de medicamentos diversos e de reagentes para exames. “Essa condição implica em aumento de risco para o paciente internado, impede o atendimento adequado a quem aguarda e passa horas esperando sem saber se vai ter médico para atendê-lo e até as altas hospitalares, fazendo que alguns passem mais tempo internado do que deveria. Isso impede a rotatividade de leitos e aumenta os custos para o SUS”, aponta o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

As escalas de plantão continuam desfalcadas com vários turnos sem médicos. Os que permanecem no quadro, são solicitados a estender a permanência além do horário ou a mudar turno de plantão para não deixar o hospital sem médicos na especialidade de clínica médica. Esse foi um dos motivos dos pedidos de demissão – a imprevisibilidade de turno de trabalho sem um contrato de trabalho estável.

Em agosto deste ano, a necessidade mínima do HRG era de 30 clínicos com jornada semanal de 40 horas. O hospital recebeu 13 novos médicos, com jornada de 20 horas. Com a saída de oito deles, o déficit de horas de trabalho para funcionamento normal do serviço de clínica médica continua inviabilizando o funcionamento adequado.

Sala vermelha continua superlotada e sem condições adequadas

Embora algumas obras estejam sendo realizadas no hospital, a da sala vermelha ainda não começou. Ela está subutilizada e não pode receber pacientes que testem negativo para o Covid-19, mas foi criada para atendimento de pacientes graves da doença. Somente após uma desinfecção deste espaço criado é que será possível remanejar os pacientes com corona vírus para a sala vermelha ou para outra unidade possível, enquanto se faz a reforma necessária no local.

A pedido do SindMédico-DF, o CRM fez uma vistoria na unidade no dia 20 de agosto e foram confirmadas as denúncias do órgão fiscalizador. O Conselho deu prazo de 30 dias corridos ao governo para apresentar soluções aos problemas, que vão de um plano de contratação e retenção de profissionais a obras para adequação da estrutura física.

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