Depois de dois anos, HRG continua em estado crítico

Depois de dois anos, HRG continua em estado crítico

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Dr. Gutemberg Fialho, o vice, Dr. Carlos Fernando, e a presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Dra. Marcela Montandon, estiveram na emergência do Hospital Regional do Gama (HRG), na manhã desta segunda-feira, 17. Voltaram à unidade de saúde para verificar a adoção de medidas para corrigir os problemas que se alongam há dois anos e já motivaram um indicativo de interdição ética no hospital. O HRG continua em estado crítico.

A clínica médica continua com o mesmo problema de insuficiência de médicos. Atualmente, o hospital tem 24 médicos clínicos lotados. De 11 médicos com contrato temporário restaram apenas três e não houve nomeação de novos profissionais aprovados no concurso de 2022. Na manhã da visita, havia 16 pacientes nos boxes, dos quais apenas os que foram atendidos na sala vermelha tinham sido medicados. Foram vistos por médicos pela última vez na sexta-feira, dia 14.

Os seis pacientes na sala vermelha estavam sendo assistidos por um cardiologista. Dois especialistas dessa área se revezam entre a sala vermelha e o atendimento na enfermaria. Em função dessa falta de recursos humanos, só são admitidos pacientes de clínica médica com classificação laranja e vermelha.

A cirurgia geral também enfrenta insuficiência de médicos e, além disso, alto índice de absenteísmo.  O centro obstétrico também funcionava com restrição. Apenas dois especialistas estavam no plantão e os dois realizando procedimentos cirúrgicos. Nessa unidade também foi registrada a insuficiência de neonatologistas.

As escalas de diversas especialidades médicas não fecham a remuneração por Trabalho em Período Definido (TPD) não é atrativa para que os médicos lotados no hospital estendam suas jornadas de trabalho.

O hospital recebeu poucos médicos dentre os aprovados no concurso de 2022: dois nefrologistas, quatro anestesiologistas e um cardiologista – este último não permaneceu.

Após a vistoria realizada, em reunião com o superintendente da Região de Saúde Sul, a presidente do CRM-DF solicitou que seja encaminhado ao Conselho o registro de todas as medidas adotadas para resolução das deficiências apontadas em reunião realizada no dia 7 de janeiro. “Há mais de dois anos denunciamos o caos na emergência da clínica médica do HRG, situação que traz risco às vidas dos pacientes e risco jurídico aos profissionais de saúde. Nesse tempo todo só foram tomadas medidas paliativas insuficientes para corrigir o principal problema, que é a falta de recursos humanos, e o HRG continua em estado crítico”, aponta o presidente do SindMédico-DF.

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