O Hospital Regional de Planaltina (HRPL) funciona com um rombo de 146 médicos, segundo dados oficiais apresentados por representantes da própria Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Faltam 30 anestesiologistas, 44 clínicos gerais/emergencistas, 28 pediatras, 19 ortopedistas, 14 ginecologistas e 11 neonatologistas: todos com carga horária de 20 horas. Somadas, essas ausências representam 2.920 horas semanais de atendimento a menos para a população.

A situação crítica foi tema de uma audiência conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no dia 28 de agosto deste ano. O encontro, realizado por videoconferência, reuniu representantes da SES-DF, do SindMédico-DF, do Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF).

Denúncia do SindMédico levou à abertura do inquérito

De acordo com a denúncia formalizada pelo SindMédico-DF em novembro de 2024, o déficit já provocou o fechamento de leitos, sobrecarga das equipes ativas e filas ainda maiores para atendimento, aumentando os riscos à vida de pacientes que dependem do hospital. Apesar de representantes da SES-DF afirmarem que os pedidos de contratação de médicos foram encaminhados, até agora nenhuma medida efetiva foi adotada.

Ao final da audiência, o MPT anunciou que apresentará à SES-DF uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir medidas urgentes de contratação e melhorias nas condições de trabalho no HRP.

“O SindMédico-DF segue firme no compromisso de cobrar da atual gestão o respeito à vida, aos profissionais da saúde e à população”, afirma o presidente do sindicato, Dr. Gutemberg.