HRPL evidencia o déficit de médicos no SUS-DF

HRPL evidencia o déficit de médicos no SUS-DF

As dificuldades na assistência pediátrica da rede pública de saúde do Distrito Federal são frequentes e decorrem de falta de condições de trabalho e déficit de médicos e demais profissionais de saúde. De abril de 2014 a julho de 2024, o serviço público de saúde perdeu 35% dos pediatras. De 684 o número de especialistas na área caiu para 441.

Salários defasados, sobrecarga de trabalho, falta de condições de trabalho, ocorrência frequente de ameaças e agressões e adoecimento são os motivos para aposentadorias e pedidos de demissão e para que concursados aprovados não assumam as vagas.

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal busca negociação com o GDF para adequação das condições de trabalho e salariais, para que o serviço público de saúde volte a ser atrativo para os médicos.

HRPL é espelho do caos na assistência pediátrica e do déficit de médicos

O caso recente ocorrido na emergência pediátrica do Hospital Regional de Planaltina (HRPL) é um reflexo do déficit de médicos na rede pública. O HRPL conta com apenas 10 pediatras lotados na unidade de pediatria e seis outros divididos entre a unidade de neonatologia, núcleos de banco de leite, atenção domiciliar e outros. No grupo, há três gestantes e dois afastados por terem sofrido fraturas.

A carga horária total dos pediatras é de 280 horas semanais, desconsideradas férias, licenças por motivo de doença e outros afastamentos legais. O que é insuficiente para o adequado preenchimento das escalas de trabalho em todos os turnos e que motiva a adoção da bandeira vermelha pela direção da unidade de saúde. Há plantões, em especial nos fins de semana, que são assumidos por integrantes da direção do hospital, por insuficiência de pediatras.

Mesmo a tentativa e contratação para a UPA de Sobradinho (do IGESDF), também na Região Norte de Saúde, não obteve sucesso.

A situação se repete nos demais hospitais da rede pública de saúde do Distrito Federal, o que provoca descontentamento generalizado e justificado entre pacientes e acompanhantes e os casos de agressão contra profissionais de saúde e depredação nas unidades de saúde.

“Diante das condições de trabalho adversas e salários defasados, é indispensável que o GDF faça a reformulação do plano de carreira, cargos e salários para, assim, conseguir contratar mais profissionais e melhorar a oferta de assistência à população”, afirma o presidente do Sindicato do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg Fialho.

Pediatras no quadro de servidores da SES-DF

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Fonte: Portal da Transparência do DF e InfoSaúde

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