O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Dr. Gutemberg Fialho, e o vice-presidente, Dr. Carlos Fernando, realizaram nova visita técnica ao Hospital da Região Leste (HRL) na manhã da quinta-feira, 23 de outubro. Visita anterior, realizada em 7 de maio, já apontava uma situação grave de déficit de médicos.  

Naquela visita o foco principal foi a pediatria. Desta vez, a clínica médica. Por causa desse déficit, as equipes de clínicos do pronto-socorro e da enfermaria do primeiro andar do hospital serão unificadas e parte dos 40 leitos de enfermaria deve ser fechada.

Além da desassistência à população e do risco aumentado para os pacientes internados, o reduzido número de médicos também coloca em risco a formação dos participantes do programa de residência médica desenvolvido no hospital, que precisam ser acompanhados e orientados por médicos experientes.

O déficit é recorrente em todas as especialidades, em especial na pediatria e na cirurgia geral. Essa foi a situação crítica descrita ao presidente e ao vice-presidente do SindMédico-DF. A situação tende a se agravar em fevereiro de 2026, com o encerramento dos contratos temporários de 11 médicos clínicos.

Déficit de médicos é motivo de risco aos pacientes internados

As escalas de serviço na enfermaria da clínica médica do primeiro andar Hospital da Região Leste (HRL) contam com poucos médicos para atender 40 leitos fixos e a superlotação é constante. Contam com apenas um ou dois médicos por turno, sendo que ainda têm que acompanhar os médicos residentes.

Pela falta de médicos no quadro de servidores, um staff tem ficado responsável por 20 e até 40 pacientes por turno. Foi apontado que muitos dos pacientes internados são egressos de UTI e, para a prestação de assistência adequada, cada médico deveria prestar atendimento a 12 pacientes por turno, de acordo com o que é preconizado pelo Conselho Federal de Medicina.

O SindMédico-DF vai encaminhar o relatório da visita técnica ao secretário de Saúde, ao Ministério Público e demais órgãos de controle. “A necessidade de recomposição do quadro de médicos e demais profissionais de saúde para dar um atendimento digno à população é urgente”, afirma Dr. Gutemberg.