Retrospectiva 2020 – A covid-19 não impediu a atuação do SindMédico-DF

O mundo inteiro reduziu o ritmo, suspendeu atividades não essenciais e se pôs em modo defensivo contra o SARS-CoV-2, nome científico do novo coronavírus, o microscópico vilão que pôs a humanidade de joelhos diante da pandemia da covid-19 em 2020. Médicos, profissionais de saúde e pesquisadores, no entanto, nunca trabalharam tanto, seja em âmbito global, seja local. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) em nenhum momento deixou de acompanhar e lutar pelas condições de trabalho dos médicos e demais profissionais da saúde que estão na linha de frente contra a pandemia no DF.

Em 2020, o começo do enfrentamento da pandemia impôs a luta do SindMédico-DF por distribuição adequada de equipamentos de proteção individual (EPIs) e condições de trabalho para os profissionais atuantes nas unidades públicas de saúde. “Sabíamos muito pouco sobre o vírus, a forma de tratar os pacientes infectados e como evitar a disseminação da doença entre os profissionais de saúde e nas unidades de saúde”, aponta o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

Por isso, o Sindicato ouviu especialistas, visitou desde unidades básicas de saúde ao hospital referência no atendimento à covid-19 e o hospital de campanha montado no Estádio Nacional Mané Garrincha. “Com o que vimos nessas visitas, cobramos as autoridades por via direta, mobilizamos as demais entidades médicas, colaboramos com os órgãos de controle externo e levamos as questões à opinião pública pelos nossos canais próprios e pela grande mídia”.

Paralelamente ao empenho no front do enfrentamento aos efeitos da pandemia na vida dos médicos e da população, o presidente do SindMédico determinou que não se deixasse de dar atenção às demais questões do dia a dia dos sindicalizados.

Sindmédico manteve serviços durante a pandemia

Em janeiro, foi realizada uma palestra, com transmissão on-line, com orientações para dar aos médicos subsídios para avaliar uma eventual migração para o sistema de saúde complementar, cujo prazo estava próximo de vencer.

Em fevereiro, foi realizada reunião para discutir ação judicial para devolução do desconto indevido do redutor de teto aplicado à soma de proventos por órgãos do Governo do Distrito Federal e da União.

O atendimento do Balcão da Contabilidade para a declaração de Imposto de Renda de 2020 também não deixou de funcionar. Em um primeiro momento, funcionou por via digital. Com a prorrogação do prazo para entrega e com uma melhor noção de que, observados cuidados sanitários devidos, o atendimento poderia ser feito presencialmente a quem o desejasse, o serviço funcionou em sistema de plantão no sindicato. “Mudamos o prestador de serviço para dar melhor atendimento aos nossos associados. As avaliações têm sido satisfatórias”, conta o vice-presidente, Carlos Fernando.

O atendimento jurídico também funcionou a partir de 17 de março – mantidos os atendimentos pessoais nos casos necessários. O plantão presencial no sindicato foi retomado no segundo semestre, sempre observados os devidos cuidados.

“Foi um ano atípico no qual os médicos foram mais exigidos e pressionados do que nunca. Por isso, nos ajustamos para melhorar a prestação de serviços por meio das novas tecnologias de comunicação e mantivemos todos os serviços funcionando mesmo na fase mais aguda da pandemia”, destaca Gutemberg Fialho.

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