SindMédico discute problemas das UBSs com gestores da SES-DF

Queixas de médicos de família e comunidade, como insegurança e dificuldade no fluxo dos pacientes para a atenção secundária foram alguns dos temas do encontro

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SidnMédico-DF), Dr. Gutemberg Fialho, e o diretor adjunto Tiago Neiva se reuniram, na quarta-feira (20),  com a secretária ajunta de Assistência à Saúde, Lucilene Maria Florêncio de Queiroz, e equipe da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde para abrir um canal de discussão sobre as questões trazidas ao sindicato por médicos de família e comunidade que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs) que tiveram seus horários de funcionamento estendidos até as 22h.

Os tópicos elencados pelo sindicato se referiam à questão da segurança nas UBSs, aos horários estabelecidos para as escalas das equipes que atuam nos horários estendidos, às dificuldades enfrentadas em relação às notas técnicas feitas para atender a recomendação do Ministério Público referentes ao sistema de regulação de pacientes para atendimento nos níveis secundário e terciário de complexidade. Também foram abordados a falta de estrutura para atendimentos de emergência nas UBSs e as barreiras no atendimento aos encaminhamentos feitos pelos médicos da Atenção Primária à Saúde.

A coordenadora da Atenção Primária À saúde, Maria Martins Alessio, que assumiu recentemente a função, afirmou que está comprometida com a busca de soluções. Informou que, a partir da adesão ao programa Saúde na Hora, as UBSs têm 90 dias para se ajustar. Nesse período, afirmou deve-se procurar soluções para problemas existentes.

A secretária adjunta informou que o contrato de prestação de serviço de vigilância permite acréscimos, o que viabiliza a alocação de mais um vigilante em cada uma das 19 UBSs que funcionam em horário estendido. Também foi informado que houve entendimento com a Secretaria de Segurança para que que seja dada maior atenção as forças de segurança nessas unidades.

Dr. Tiago Neiva observou que a cobertura da ESF é superestimada e falou da necessidade de suporte de ginecologistas e pediatras às equipes da Estratégia Saúde da Família. A resposta foi que se estuda a aplicação da previsão da Portaria 773/2018, a qual prevê que, em caráter transitório, as unidades de atenção ambulatorial secundária podem realizar ações de imunização e outras ações básicas, até a normalização da cobertura de saúde da família.

Outro tópico abordado pela secretária adjunta Lucilene Florêncio diz respeito ao uso do Whatsapp como canal de comunicação entre as chefias e as equipes. Afirmou que ninguém é obrigado a participar de grupos e que expedirá recomendação para que as chefias se abstenham de usar o canal para orientações de serviço fora do horário de trabalho. Também observou que os servidores também não devem usar o aplicativo para, por exemplo, avisar de uma ausência, sem falar diretamente com a chefia imediata.

“Foi um início de conversa onde a gestão se mostrou aberta ao diálogo. Vamos agora acompanhar o encaminhamento das soluções para os problemas apontados. Oportunamente realizaremos um encontro entre os gestores e os médicos da ponta para discutir questões que continuarem pendentes”, afirma Dr. Gutemberg.

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